• 01/07/2019

Após duas décadas de longas negociações, União Europeia e Mercosul finalmente chegaram a um acordo, em uma grande vitória para todos os países envolvidos, que juntos representam 25% do PIB mundial. De acordo com previsões, nos próximos 15 anos, as exportações brasileiras para UE teriam um aumento US$ 100 bilhões e nosso PIB um aumento de US$ 87,5 bilhões. Investimentos estrangeiros ainda cresceriam em US$ 113 bilhões.

Para o presidente da ICC Brasil, Daniel Feffer, o acordo injetará mais energia e ânimo nas empresas brasileiras. "O acesso a serviços e produtos mais baratos certamente nos tornará mais produtivos e mais competitivos. O Brasil não tem falta de talento ou capacidade para inovar, mas precisamos nos modernizar. Por isso lançamos este ano a campanha O Brasil Quer Mais (BR+). Queremos aproximar governo e setor privado para encontrar soluções para problemas conhecidos e abrir novos caminhos de crescimento por meio do Comércio Exterior. O acordo Mercosul-UE deixa claro que não podemos perder nossa resiliência e compromisso com um Brasil mais aberto e moderno".

Para o diretor executivo da ICC Brasil, Gabriel Petrus, o acordo é um grande divisor de águas. "Este novo momento possibilitará uma maior inserção internacional do país, que tanto defendemos".

Nesse sentido, o Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, reforçou à ICC a relevância do acordo. “É um marco importante no processo de transição para uma economia aberta, eficiente e competitiva."

Além de abrir um importante mercado para empresas brasileiras, o acordo também é essencial na mão inversa. Empresas brasileiras terão acesso a maquinário e serviços, entre outros, mais baratos o que ajudará a tornar a produção local mais competitiva e o Brasil a contribuir com produtos de alto valor agregado. 

O acordo foi um passo importante para a agenda de abertura econômica do país, e a BR+ e a ICC continuarão trabalhando para avançar a agenda de reformas, recuperar a credibilidade do país, diminuir a burocracia, e estimular a inovação.

Confira mais comentários da ICC sobre o acordo aqui, aqui e aqui.

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